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Volta a Portugal: há um país que chama por nós (parte 1)

Foto do escritor: João Pais
João Pais
22 de set.
12 min de leitura
Volta a Portugal: Festas do Povo - Campo Maior
Festas do Povo - Campo Maior

Durante sete dias percorri cerca de 1.600 quilómetros. Fiz aquilo a que eu chamei uma

“Volta a Portugal”. Sete dias intensos, que foram muito mais do que somar quilómetros no conta-quilómetros do carro. Foi ver o país desfilar pela janela, numa rotação de paisagens, gentes e aromas. Foi uma linha que se foi desenhando ao longo do asfalto, que foi ganhando espessura e emoção através da geografia de um território que merece ser percorrido com calma.

Quando decidi fazer esta “Volta a Portugal” só tinha duas coisas delineadas: queria ir às Festas do Povo que, embora já conhecesse Campo Maior, nunca tinha assistido e que não aconteciam desde 2015; e, obviamente, queria regressar à serra da Lousã que eu adoro e onde volto sempre que posso. O resto da viagem, foi um bocado “ao sabor do vento”, do improviso e das localidades que o GPS me ia mostrando “ali à frente”.

Das serras verdes e frescas do Minho, às quentes planícies douradas e infinitas do Alentejo, esta viagem foi um misto de alinhar de memórias e o sobressalto de partir à descoberta de novos horizontes. Sem pressa, e sem me guiar por um mapa rígido, atravessei vários distritos e dezenas de municípios. Regressei a lugares que já trazia gravados no coração e na retina como quem procura aquele abraço de conforto, mas foi a folha em branco do improviso, o desacelerar numa curva desconhecida, o desvio que não estava previsto, ou deixar que a luz de um final de tarde decidisse onde terminava o dia, que fizeram com que esta aventura fosse ganhando vida.

Este trabalho, mais do que um roteiro geográfico, é a cartografia de uma parte do país. É uma viagem feita de estrada, descobertas espontâneas e de paisagens magníficas. O caminho acabou por se tornar o próprio destino, mostrando como este pedaço de terra à beira-mar plantado consegue ser tão vasto e incrivelmente diverso e belo. Uma viagem para me reapaixonar por Portugal a cada quilómetro, a cada recta sem fim, a curva da estrada.

Há viagens que começam muito antes de se pôr o carro em movimento. Começam no desejo de matar saudades, rever alguém, numa conversa há muito adiada ou na vontade de regressar a uma paisagem que já conhecemos, mas que nunca se esgota.

A minha Volta a Portugal começou em Paredes de Coura, onde fui visitar uns amigos que não via há algum tempo. A ocasião coincidiu com as Festas do Concelho, e foi entre reencontros, conversas demoradas e o ambiente festivo da vila que dei início a uma viagem de sete dias e cerca de 1.600 quilómetros. Foram sete dias onde revisitei alguns destinos, onde reencontrei lugares marcantes e onde o improviso do momento também teve uma parte importante no traçado desta viagem.

Paredes de Coura, à semelhança de outras localidades por onde passei, merecia, por si só, um texto inteiro. É uma terra de montanhas verdes, rios, aldeias e recantos onde a paisagem pede tempo. Onde, também eu, quando precisei, encontrei o meu tempo e o meu lugar. No entanto, nesta viagem, não era ainda o destino final: era o ponto de partida. O lugar onde a estrada começou a desenhar-se. Certamente, irei voltar a Paredes de Coura que conheço desde criança, e talvez aí possa surgir o merecido trabalho para o blog.

Quando saí de Paredes de Coura não tinha um destino ou um rumo certo. Só uma certeza, tinha que ir para sul. Já estava na estrada quando me surgiu a ideia de revisitar um local de grande beleza e que ficava mesmo pertinho da auto-estrada, antes de chegar a Viana do Castelo: a Lagoa de Esturranha.


Volta a Portugal: Lagoa de Esturranha
Lagoa de Esturranha

Lagoa de Esturranha: recanto de natureza

Depois de deixar Paredes de Coura, a viagem conduziu-me até este recanto de água translucida e natureza, onde o silêncio assume uma presença quase física. Já conhecia o lugar, que já teve o seu Hot Spot no blog Linha de Terra [ver aqui], e a lagoa surgiu como uma primeira pausa do percurso - um momento de descanso e de reflexão onde deixei para trás a dimensão familiar da viagem e comecei, de facto, a entrar na aventura de viajar e no território da descoberta.

Há lugares que impressionam pela grandiosidade. Outros conquistam-nos pela forma discreta como se revelam. A Lagoa de Esturranha pertence a esta segunda categoria: não exige pressa, nem grandes expectativas. Pede apenas que se abrande, que se observe a envolvente e que se deixe a paisagem ocupar o seu espaço. A nossa mente (e a alma) agradece. É um momento de descarga, de entrega e de grande leveza proporcionado pelo rio Âncora.


Quedas de Fervença: ao ritmo da água

Volta a Portugal: Quedas de Fervença
Quedas de Fervença

Depois da Lagoa de Esturranha, segui estrada fora até às imediações de Santo Tirso. Um desvio que me levou até às Quedas de Fervença, um daqueles lugares onde a água dita o ritmo. As Quedas de Fervença e o rio Leça, que corre desde o Monte de Santa Luzia até ao Atlântico, funcionam como mais um ponto de contacto com a Natureza. Mais um momento para desacelerar e de entrega mutua – embora a Natureza nos entregue infinitamente mais a nós do que nós a ela. O verde adensa-se, o arvoredo cerrado filtra os raios solares, o ar torna-se mais fresco e o som da água impõe-se como pano de fundo a cada passo. Aqui, água e pedra ganham protagonismo, a natureza não se limita a ser cenário. É presença. O rio Leça cai, monte abaixo, deslizando sobre grandes blocos graníticos e, ao longo dos tempos, foi talhando o seu leito em patamares, criando pequenos espelhos de água e poços refrescantes que convidam a uma pausa. O tempo parece parar.


O leitão como pausa obrigatória

Apesar da beleza e da frescura do local, é necessário regressar à estrada e aproveitar para ganhar uns quilómetros. Depois de mais um contanto com a Natureza nas Quedas de Fervença, a viagem seguia o seu curso rumo a sul, mas era impossível ignorar a oportunidade de fazer uma pausa gastronómica num dos lugares mais emblemáticos de Portugal para comer leitão.

Ao passar pela Mealhada, terra onde o leitão se tornou quase sinónimo de identidade, a pausa era inevitável. Diz-se, não sem razão, que uma viagem sabe melhor com boa comida. E há algo de quase ritual na experiência de entrar num restaurante da Mealhada, ver o leitão a sair do forno, com a pele estaladiça e o interior suculento, e perceber que aquele momento vai ficar registado na memória da viagem tanto quanto qualquer paisagem.



Volta a Portugal: Cabril do Ceira
Cabril do Ceira

Cabril do Ceira: o eterno regresso

Depois da Mealhada, havia um destino que era quase inevitável. O Cabril do Ceira, local emblemático para este blog e para mim (onde já estive diversas vezes e onde gosto de regressar sempre que posso). O Cabril do Ceira, em Serpins, tem um significado especial para o blog, pois foi aqui que tudo começou [ver aqui] – o primeiro texto publicado, há mais de sete anos, foi dedicado a este recanto onde a água, a rocha e a floresta se encontram de forma quase perfeita. Um local de rara beleza, onde a Natureza nos brinda com um cenário natural surpreendente. Este (ainda) é um dos segredos mais bem guardados e mais impressionantes com que a Natureza nos brinda em território nacional.

Regressar ao Cabril do Ceira foi, assim, mais do que uma simples paragem no percurso. Foi um momento de retorno às origens, de revisitar o lugar que marcou o início de uma jornada de escrita, de comunhão com a Natureza e de descoberta de Portugal.

O Cabril do Ceira é um daqueles lugares onde tudo parece ter sido desenhada com todo o cuidado. O rio Ceira, que serpenteia a serra, encontra aqui um dos seus trechos mais marcantes. A sua água atravessa um estreito desfiladeiro que foi sendo esculpido, ao longo dos tempos, em impressionantes paredes de xisto e quartzo, criando aqui um lugar de rara beleza e tranquilidade onde apetece nadar.


Vila da Lousã: a porta de entrada da serra

Volta a Portugal: Serra da Lousã
Serra da Lousã

Depois do Cabril do Ceira, era inevitável outro regresso: a Lousã, a vila e a serra. A vila da Lousã é um desses lugares que parecem existir em equilíbrio entre a vida quotidiana e a presença iminente da Natureza. Vila e serra co-existem (quase) em plena harmonia. Complementam-se. Para mim, uma só faz sentido com a outra e ambas parecem comungar de um bem maior: preservar o meio ambiente e a Natureza. A vila não é apenas uma paragem no mapa, é a porta de entrada para um dos territórios mais marcantes do centro do país (e para mim): a serra da Lousã.

Na vila, o seu centro histórico e as suas ruas tradicionais são, por si só, uma experiência a não perder. No coração da vila, entre antigas casas senhoriais e solares brasonados, há um rico património para conhecer a pé: o Palácio dos Salazares, um imponente palacete do século XVIII convertido em unidade hoteleira; o edifício dos Paços do Concelho; a capela da Misericórdia e a matriz da vila, cuja origem remonta, provavelmente, à Idade Média. Há ainda o Ecomuseu da Serra da Lousã, um espaço fundamental para se compreender a identidade deste maravilhoso território. Com tempo, antes de se embrenhar na plenitude da serra, dê um salto ao Miradouro de Vale de Nogueira, um dos melhores lugares para observar a envolvente da vila e perceber a relação entre o espaço urbano e a serra.



Volta a Portugal: Talasnal
Talasnal

Talasnal: uma paragem nas Aldeias do Xisto

A Serra da Lousã é um dos locais onde regresso muitas vezes. Não é apenas um destino de viagem; é um lugar onde me sinto bem, que me preenche e onde me conecto com a Natureza de uma forma que poucos outros lugares conseguem.

Depois de uma paragem na vila era obrigatório “ir à serra”. Desta vez, decidi atravessar a serra da Lousã, não pela nacional 236 (que passa nas imediações do Castelo da Lousã, da Praia Fluvial da Senhora da Piedade, da aldeia de Cerdeira e pela aldeia do Candal, onde estive na minha última visita à Lousã), mas pelo seu interior, pela estrada florestal.

Depois da vila, a estrada sobe e desce, contorna encostas e atravessa vales, até penetrar no coração da serra e entrar no território das Aldeias do Xisto. São lugares que conheço bem, que já percorri em diferentes estações do ano e sob diferentes luzes. Mas aqui há sempre algo de novo a descobrir, mesmo nos caminhos que já parecem familiares. Desta vez, a paragem foi no Talasnal, uma das aldeias mais emblemáticas da serra da Lousã e da rede das Aldeias do Xisto. Esta seria apenas a primeira das Aldeias do Xisto desta viagem.

A primeira vez que fui à aldeia do Talasnal, foi há tanto tempo que já lhe perdi a conta. A estrada para lá chegar ainda era em terra batida… O Talasnal é um desses lugares onde o tempo parece ter abrandado, onde as casas de xisto se aninham na encosta e onde as ruas estreitas convidam a um passeio sem pressas. A aldeia, com origens no século XVII, parece saída de um conto de fadas. O casario e o chão das suas ruas, em pedra de xisto, funde-se com a serra e com a floresta. Muitas das suas casas foram restauradas para turismo rural, mas mantiveram a arquitectura tradicional.

Visitar o Talasnal é fazer uma viagem ao passado, recuar ao tempo dos nossos avós. É o contacto com a Natureza, onde a luxuriante vegetação à sua volta serve de abrigo à fauna local, sendo relativamente comum avistar veados, corços e javalis nas redondezas da aldeia.



Volta a Portugal: Baloiço de Trevim - Serra da Lousã
Baloiço de Trevim - Serra da Lousã

Baloiço de Trevim: no ponto mais alto da serra

Depois do Talasnal, a estrada continua a subir até ao Alto de Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, a cerca de 1 200 metros de altitude. É aqui que se encontra o Baloiço de Trevim, uma das atrações mais icónicas da região e, provavelmente, o baloiço mais famoso de Portugal. Também o Baloiço de Trevim já mereceu um Hot Spot no blog Linha de Terra [ver aqui].

O baloiço foi construído em 2016, no âmbito do projeto "Isto é Lousã", e tornou-se rapidamente um ponto de passagem quase obrigatório para quem visita a serra. Do Alto do Trevim, a paisagem abre-se em todas as direções. Em dias de boa visibilidade, diz-se que é possível avistar o Oceano Atlântico, as serras da Estrela e da Gardunha, e até Marvão, no Alto Alentejo.


Do planeamento ao improviso: o verdadeiro espírito da aventura

Até ao momento, a viagem tinha seguido um rumo mais ou menos definido. Na minha cabeça, havia uma intenção clara: passar por Paredes de Coura, explorar as Quedas de Fervença, regressar ao Cabril do Ceira e à serra da Lousã. Depois, só Campo Maior, lá em baixo, no Alentejo, fazia parte do meu mapa mental.

A partir do Baloiço de Trevim a viagem mudou de natureza e entrou definitivamente no território do improviso. Daqui para a frente, quase nada estava pensado. Não havia rota definida, não havia paragens obrigatórias, não havia um plano. O que havia, era uma vontade de deixar a estrada falar, de seguir o instinto e de permitir que o improviso ditasse o rumo.


Volta a Portugal: Passadiços da Ribeira das Quelhas
Passadiços da Ribeira das Quelhas

Passadiços da Ribeira das Quelhas: a subida ao céu

Volta a Portugal: Passadiços da Ribeira das Quelhas
Passadiços da Ribeira das Quelhas

Depois de chegar ao topo da serra da Lousã, só havia um caminho a seguir: descer a encosta do outro lado, em direcção a Castanheira de Pera. O GPS indicou a direção da Ribeira das Quelhas, junto à aldeia do Coentral Grande. E foi assim que cheguei a um dos percursos mais desafiadores e impressionantes da Serra da Lousã: os Passadiços da Ribeira das Quelhas.

Havia algum tempo que tinha estes Passadiços na minha lista, mas poucas vezes tinha tido oportunidade de passar a serra para este lado. Agora era o momento certo. Estava perto e tinha tempo.

Os Passadiços estendem-se por aproximadamente 1.200 metros ao longo da margem direita da Ribeira das Quelhas, acompanhando o curso de água que desce entre escarpas de xisto desde o alto da encosta, a cerca de 1.100 metros de altitude. Embora seja um percurso curto, a sua beleza natural é enorme. A envolvente natural é de uma beleza agreste e selvagem. A ribeira desce entre fragas de xisto e granito, criando poços naturais, pequenas cascatas e lagoas abrigadas entre as rochas. À medida que se sobe, a paisagem abre-se e oferece vistas deslumbrantes sobre a serra.

Os Passadiços foram construídos para permitir atravessar um desfiladeiro que antes era inacessível a pé. Ao longo da subida existem alguns miradouros e bancos para que possa recuperar o fôlego. Apesar de ser um trajecto curto, a dificuldade é alguma; o percurso é uma subida constante e bastante íngreme, sempre através de uma escadaria de madeira. Subir os Passadiços da Ribeira das Quelhas é como subir ao céu; faz-nos pensar duas vezes só de olhar. Subir e descer os Passadiços da Ribeira das Quelhas requer uma boa gestão do esforço físico e (muito) fôlego.

Cada um dos seus degraus é um passo para chegar mais alto. Cada lanço de escadas requer uma pausa. Cada pausa é uma respiração profunda. Há quem diga que são “mais de mil” degraus. Há quem fale em 1.096 ou em 1.600. Eu contei-os e, se não me enganei, são 1.460 degraus que é preciso subir e depois descer… Um esforço sempre compensado pela beleza da paisagem e pela ideia de superação.



Volta a Portugal: Castanheira de Pera - Praia das Rocas
Castanheira de Pera - Praia das Rocas

Castanheira de Pera: entre a serra e a água

Depois dos Passadiços, com as pernas ainda a sentir os 1.460 degraus, segui até ao centro de Castanheira de Pera para recuperar as forças. Castanheira de Pera é uma vila pequena mas com uma história rica e uma relação íntima com a água e a serra.

A história de Castanheira de Pera está intimamente ligada ao aproveitamento dos recursos naturais, especialmente a neve e o gelo. Um dos marcos históricos mais curiosos do concelho são os poços de neve, testemunhos da antiga atividade dos neveiros reais. Daqui saía o gelo que abastecia a Corte e alguns cafés de Lisboa para o consumo em sorvetes ou refrescos. Durante o século XVIII foram construídos os poços da neve onde ia sendo despejada a neve e calcada com maços de madeira e coberta com palha. A neve conservava-se até ao Verão, altura em que era cortada em grandes blocos e era transportada em carroças até ao porto da Barquinha, descendo o Tejo até ao Terreiro do Paço.

No coração da vila, a Praia das Rocas (aberta de Junho a Setembro) é, sem dúvida, a principal atração turística de Castanheira de Pera. Trata-se de uma praia artificial com ondas, que aproveita as águas límpidas da ribeira de Pera. A praia foi construída num lago bem no centro da vila formando um local de grande encanto onde palmeiras tropicais convivem harmoniosamente com a serra da Lousã que espreita lá do alto. O complexo destaca-se por acolher a maior piscina de ondas artificiais do país, proporcionando momentos de diversão e relaxamento.



Volta a Portugal: Pedrógão Pequeno
Pedrógão Pequeno

Pedrógão Pequeno: (mais) uma paragem nas Aldeias do Xisto

Volta a Portugal: Matriz de Pedrógão Pequeno
Matriz de Pedrógão Pequeno

Depois de descansar em Castanheira de Pera, segui até Pedrógão Pequeno, uma das aldeias mais emblemáticas da Rede das Aldeias do Xisto. O caminho entre os dois lugares é curto – cerca de 20 a 25 quilómetros –, mas o suficiente para mudar completamente a paisagem. A estrada desce da serra em direção ao vale do rio Zêzere, atravessando zonas de floresta densa, onde o xisto e o granito marcam a paisagem. Há curvas, há declives, há momentos em que a estrada parece abraçar o rio antes de se afastar novamente.

Pedrógão Pequeno, junto à barragem do Cabril, é uma aldeia que se destaca dentro da rede das Aldeias do Xisto. Ao contrário de muitas outras aldeias da rede onde o xisto aparece à vista, aqui, embora seja o material de construção da maioria das suas casas, o xisto esconde-se por baixo dos rebocos das casas caiadas de branco.

A povoação, mesmo ao lado da N2, é relativamente pequena, mas guarda muito que ver. Destaque para a sua igreja matriz, igreja de São João Baptista, a capela da Misericórdia, o pelourinho e nas imediações, lá no alto, o santuário de Nossa Senhora da Confiança com o seu miradouro e, lá no fundo, no Zêzere, a ponte filipina, do século XVII e classificada como monumento nacional.

Esta Volta Portugal continua…



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