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Âncora 1

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Venha descobrir Portugal comigo!

  • Foto do escritor: João Pais
    João Pais
  • 20 de jul.
  • 3 min de leitura

Rio Ovelha
Rio Ovelha, Marco de Canaveses

Hoje trago-vos um excelente spot na beira da estrada. Um recanto idílico do rio Ovelha, bem perto da cidade de Marco de Canaveses, com uma represa fantástica e um espaço para um banho e umas horas bem passadas.


Mesmo à beira da estrada (CM1220), a poucos metros da igreja de Várzea de Ovelha, esconde-se um pequeno refúgio que vale a pena conhecer. O acesso não podia ser mais simples e há (algum) estacionamento junto à estrada, e dali é um instante até à margem do rio Ovelha. A areia não é muita, mas a sombra é generosa, e nos dias de mais calor esse pormenor faz toda a diferença – é um espaço convidativo, tanto para um mergulho refrescante, como para simplesmente ali passar umas horas entre a sombra das árvores e o cantar do rio. Porque é esse o primeiro sinal de que se está num bom lugar: o rumor constante da água a cair.


Baloiço no rio Ovelha
Baloiço no rio Ovelha

O local tem uma antiga represa de pedra, construída em socalcos, que gera uma queda de água tão bonita quanto discreta – nada que se pareça com as cascatas majestosas de outras paragens, mas um recanto íntimo, feito à escala humana. Na parte de cima, cria-se um amplo espelho de água transparente, ideal para bons banhos e alguns mergulhos – falta ali areia para estender a toalha, mas ganha-se em espaço para bons banhos. Para lá chegar, há que atravessar o rio a pé (nesta época do ano, a água mal passa dos joelhos) e subir depois pelas pedras – um pequeno esforço que pede cuidado redobrado, pois as pedras molhadas podem tornar-se traiçoeiramente escorregadias. Mas garanto que vale o pequeno esforço.


A parte superior da represa esconde um magnífico espelho de água para uns bons mergulhos
A parte superior da represa esconde um magnífico espelho de água para uns bons mergulhos

A água do rio Ovelha, límpida e surpreendentemente pouco fria para um rio de montanha, nasce lá longe, na Serra do Marão (em Pena Suar, junto ao parque eólico, já no concelho de Amarante), e desce até se juntar ao Tâmega, cerca de 23 quilómetros depois, no Marco de Canaveses. Este pequeno rio surpreende pela sua beleza e pelas suas águas cristalinas onde trutas, lontras e guarda-rios encontram recantos naturais para os seus habitats. Ao longo do rio, existiam diversos moinhos de água que eram usados para produzir farinha para a confecção do pão caseiro. Aqui, junto ao rio ergue-se um antigo moinho recuperado, testemunho de memórias e saberes ancestrais.


Igreja de Santo André

Ali bem perto, à face da estrada numa plataforma elevada (e serve como ponto de referência…), fica a igreja de Santo André, ou igreja paroquial da Várzea de Ovelha. De cantaria de granito, a origem desta igreja remonta, presumivelmente, ao século XIV, o que faz dela um dos testemunhos mais antigos destas paragens do Tâmega. Do período medieval sobrevivem ainda hoje o portal axial e a porta travessa, mas é nos cachorros que sustentam as cornijas das fachadas laterais, com pequenas figuras esculpidas, que se encontra um dos pormenores mais curiosos deste edifício. No século XVII, a igreja sofreu uma profunda remodelação que lhe acrescentou o arco triunfal, os azulejos e os notáveis retábulos de talha que hoje lhe dão o carácter barroco.

Para os mais aventureiros, que queiram prolongar a visita numa caminhada pelas encostas da Serra da Aboboreira e conhecer as margens do rio Ovelha, é também aqui que tem início o PR7 de Marco de Canaveses – Aldeias e Margens do rio Ovelha, um trilho circular (13,7 quilómetros) que permite usufruir das águas límpidas do rio Ovelha e das suas paisagens bucólicas.

Mas, para quem procura apenas uma pausa, este lugar basta-se a si mesmo. É um lugar calmo, quase esquecido, onde a água cristalina do rio Ovelha convida a ficar. Foi o que fiz.


Águas cristalinas no rio Ovelha
Águas cristalinas no rio Ovelha

Como chegar aqui

A partir da cidade do Marco de Canaveses deverá seguir em direcção à estação ferroviária, seguir a avenida de Europa e depois tomar a N210 em direcção a Amarante e Várzea de Ovelha. Percorra esta nacional cerca de 1200 metros e depois terá que virar à direita, numa estrada (mais) estreita onde tem um fontanário. Siga por 850 metros e vai virar à esquerda por uma rua de paralelepípedos por mais 700 metros onde deverá virar novamente à esquerda. Deverá seguir essa estrada (CM1220) por cerca de dois quilómetros até encontrar a Junta de Freguesia, a igreja paroquial de Várzea de Ovelha e a ponte da Várzea. Em alternativa, mas mais longe, poderá seguir sempre a N210 até encontrar a indicação “igreja da Várzea” (são cerca de cinco quilómetros). Depois é seguir esta estrada (CM1251) por mais quilómetro e meio.


Coordenadas GPS:

N 41º12.32502’ W8º6.78414’

41,205417 -8.113069


 
 
  • Foto do escritor: João Pais
    João Pais
  • 7 de jul.
  • 4 min de leitura
Praia da Lomba

A Praia Fluvial da Lomba, situada no concelho de Gondomar, é um verdadeiro refúgio natural nas margens do rio Douro. Envolvida por uma paisagem verdejante e tranquila, esta praia fluvial destaca-se pela sua envolvência serena, onde a água e a sombra das árvores criam um cenário ideal para momentos de descanso e de lazer.


Com uma frente fluvial superior a 30 quilómetros, Gondomar oferece as mais belas praias do Grande Porto, de que são exemplo a Praia da Lomba, na margem esquerda do rio, a Praia de Melres e a Praia de Zebreiros, estas na margem direita.


Praia da Lomba
A Praia da Lomba quando vista da N108 dá a ilusão de ser uma ilha

Localizada poucos quilómetros acima da barragem de Crestuma-Lever, nos meandros do Douro, coroando uma península estreita e alongada – que quando vista de S. Tiago (N108, em Melres) dá a ilusão de uma ilha –, encontra-se uma das praias fluviais mais procuradas do rio Douro. O areal estende-se ao longo de uma extensa faixa entre as águas calmas do rio e uma mata de pinheiros. Este é o spot ideal para quem quer fugir às nortadas atlânticas e à confusão das praias costeiras, tanto mais que a temperatura da água supera bastante a do mar.

Mas, há muito tempo que o areal da Lomba é famoso. Rezam as crónicas que, já no século XIX os portuenses conheciam e tinham por hábito fazer praia no areal da Lomba. Vinham de barco, rio acima, e o lugar era famoso por ser o limite do estuário do Douro, onde ainda se faziam sentir as marés. Há cerca de 50 ou 60 anos, antes da construção da barragem de Crestuma-Lever (1976-1985), junto a Pé-de-Moura (local da freguesia da Lomba), ainda era possível atravessar o Douro a pé, de pedra em pedra, aproveitando a maré baixa e o os meses em que o rio levava menos água.


Praia da Lomba
A Praia da Lomba conta com um extenso areal

Nos dias mais quentes de Verão a Praia Fluvial da Lomba convida a banhos refrescantes – e ao longo do ano a passeios relaxantes ao longo do rio –, oferecendo um local sossegado, com magníficas vistas e beleza natural. Situada na única freguesia de Gondomar na margem esquerda do Douro, a Praia Fluvial da Lomba conta com um extenso areal e infra-estruturas que garantem conforto e segurança, fruto do investimento que a Câmara Municipal tem vindo a fazer na manutenção, preservação e inclusão da zona balnear. Esta é uma praia perfeita para famílias, grupos de amigos ou, simplesmente, para quem procura um ambiente mais sossegado, longe das praias mais movimentadas. A Praia Fluvial da Lomba apresenta um bar renovado (com muita animação), parque de estacionamento (pago), posto de primeiros socorros e todos os apoios necessários para um dia de praia bem passado. Há ainda apoio a pessoas com mobilidade condicionada, com disponibilização de cadeira anfíbia, cadeira de rodas todo-o-terreno, canadianas adaptadas, percursos acessíveis, zonas de conforto e serviço de acompanhamento na ida a banhos. Para animar o teu dia de praia há serviço de aluguer de diversos equipamentos náuticos para que possas usufruir do amplo plano de água.


A freguesia da Lomba

A Lomba é, actualmente, a única freguesia do município de Gondomar na margem esquerda do Douro (que, entretanto, perdeu Avintes, hoje pertencente a Vila Nova de Gaia).

Pela sua localização estratégica e privilegiada, pela riqueza das suas terras e das suas águas, o território da Lomba é ocupado desde épocas remotas. São diversos os vestígios e testemunhos arqueológicos de diferentes épocas que atestam da antiguidade desta ocupação, bem anterior ao período de domínio muçulmano.

Durante muito tempo, a Lomba foi um pequeno lugar pertencente à vila de Melres, situada mesmo em frente, na margem direita do Douro. Foi um pequeno porto fluvial com intenso tráfego comercial com a cidade do Porto. Dali partiam madeira, lenha, carvão, urze e carqueja, entre outros produtos que abasteciam a Invicta. Durante os séculos XIX e XX a Lomba também ganharia fama pelas suas iguarias – a terra era conhecida por ser uma zona abundante em peixe, especialmente o sável e a lampreia.


Praia da Lomba
Praia da Lomba

Como chegar à Praia da Lomba

A Praia Fluvial da Lomba, como o nome indica, localiza-se na freguesia da Lomba, no concelho de Gondomar, a cerca de 40 quilómetros do Porto e de Vila Nova de Gaia (pouco mais de 30 minutos de carro).

A N222 passa perto da Praia Fluvial da Lomba, embora possas seguir sempre pela nacional (demora o dobro do tempo), o melhor é atalhares caminho pela A20 e A32. Assim, se vieres da cidade do Porto deverás seguir pela A20 e depois apanhares a A32; se vieres dos lados de Vila Nova de Gaia, segue a N222 até entrares na A20 e depois apanha a A32. Depois é seguir a A32 em direcção a Oliveira de Azeméis e sair na saída 5 (Canedo). Segue até à N222 e vira à esquerda na rotunda junto ao hipermercado – ainda tens mais uma dúzia de quilómetros pela frente. Continua pela N222 cerca de sete quilómetros e vira à esquerda (há indicação “Praia da Lomba”). Depois segue até à igreja da Lomba, contorna-a – vais encontrar uma descida com bastante inclinação – e é só seguir as indicações até chegares à beira-rio. As ruas são estreitas mas, na sua maioria, são de sentido único. Onde o trânsito se cruza, existem semáforos.

Quem vier dos lados de Gondomar e Valongo deve seguir pela A43 e a A41 até entrar na A32. Para quem vier dos lados de Castelo de Paiva, basta seguir a N222 até ao desvio para a igreja da Lomba.


Praia da Lomba
A Praia da Lomba possui todas as infra-estruturas de apoio e o aluguer de equipamentos náuticos

A Praia Fluvial da Lomba combina a proximidade com a Natureza, acessibilidades e um ambiente acolhedor, o que torna este espaço uma excelente opção para um belo dia de praia nos dias quentes de Verão ou um belo passeio durante o resto do ano. Resta saber quando é que vais trocar as nortadas do litoral pela serenidade do Douro. Anda esticar a tua toalha no areal da Lomba e deixa que o rio faça o resto – com os pés na água, vais entender porque é que os portuenses já lhe chamavam praia há mais de cem anos.


Coordenadas GPS:

N41º4.2074’ W8º24.6894’

41.070129 -8.411490


 
 
  • Foto do escritor: João Pais
    João Pais
  • 15 de jun.
  • 16 min de leitura
7 castelos que tens de conhecer
7 castelos que tens de conhecer

O blog Linha de Terra está a celebrar sete anos de existência. Sete anos feitos a percorrer o país de norte a sul, de aldeias esquecidas, de desvios, de trilhos no meio da serra, praias menos óbvias e lugares onde o tempo parece andar mais devagar. Sete anos a descobrir um Portugal que nem sempre aparece nos roteiros, mas que existe – cheio de raça, história(s), belo e profundo – para quem tem paciência de o procurar.

Portugal é pequeno em território, mas vastíssimo em beleza e em significado. Um país que guarda, muitas vezes em silêncio e longe dos holofotes, tesouros que nem os próprios portugueses conhecem – e é precisamente essa a missão que o blog Linha de Terra tem cumprido ao longo destes sete anos: descobrir e divulgar esse Portugal menos óbvio, mais autêntico, que não aparece nos principais guias turísticos.

Para assinalar esta passagem, ao longo deste ano irei publicar uma série de trabalhos temáticos. A série teve início com as 7 Praias Fluviais a não perder – sete paraísos de água fresca e cristalina espalhados pelo país que espero que tenhas oportunidade de visitar. Comecei pela água. Agora sigo para a pedra, para a história e para a memória. Desta vez, a viagem leva-nos às alturas – não às alturas das serras, mas às alturas da História. Aos castelos. Porque Portugal é, na sua essência mais profunda, um país de castelos. Existem várias centenas de castelos no nosso território. Ergue-se um em quase cada monte que valha a pena subir, um em quase cada colina que domine uma planície ou um vale. Existe um castelo à vista em quase cada horizonte.

Não há um número definitivo, porque tudo depende dos critérios usados – só castelos catalogados como tal, a Wikipédia lista 241 em Portugal continental e ilhas; se considerarmos as construções com torres e muralhas usadas para fins militares ou residenciais, estima-se entre 400 e 500; se incluirmos também as fortalezas costeiras, as cidadelas urbanas e as ruínas arqueológicas, esse número pode chegar perto dos 700. Para um país de 92 mil quilómetros quadrados, é um número impressionante.

Grande parte dos castelos foram erguidos entre os séculos XII e XIII, em momentos decisivos para a nossa identidade, plantados em pontos altos, dominando vales, rios e estradas. Foram construídos para defender, para resistir, para durar – e duraram. Muitos deles continuam de pé, qual sentinela alerta, a velar pelas vilas e aldeias que cresceram, ao longo dos séculos, à sombra das suas muralhas.

Os castelos portugueses não são apenas pedra e argamassa. São memória viva. São cicatrizes da Reconquista, da Restauração, das guerras que moldaram as fronteiras deste país. São também paisagem, beleza e, muitas vezes, pontos de vista privilegiados sobre um Portugal que se estende a perder de vista. Cada torre que ainda se ergue, cada muralha que o tempo não venceu, é uma forma de resistência – e também um convite a uma visita.

Por isso, neste segundo trabalho da série, deixo-vos uma selecção de 7 Castelos que tens de conhecer – sete fortalezas espalhadas pelo país, cada uma com a sua história, o seu carácter e a sua magia própria. A sua localização não é acidental: dominam o território, mas também o contam. O Castelo dos Mouros, em Sintra, o Castelo de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, o Castelo de Santa Maria da Feira, o Castelo de Penedono, o Castelo de Montemor-o-Velho, o Castelo de Monsaraz e o Castelo de Marvão estão separados por centenas de quilómetros, por paisagens diferentes, por séculos de histórias distintas. Mas partilham algo essencial: são testemunhos de pedra que ainda nos guardam, que ainda nos convidam a olhar para o horizonte e a pensar no país que fomos – e no que somos. Cada castelo aqui apresentado é uma porta de entrada para a sua região, para as suas aldeias, para os seus trilhos e, acima de tudo, para as suas pessoas. Ao mesmo tempo, é um lembrete de que a preservação do património é, também, uma forma de preservar a nossa identidade. Vamos conhecer os 7 Castelos que seleccionei.



Castelo de Santa Maria da Feira
Castelo de Santa Maria da Feira

Castelo de Santa Maria da Feira

O Castelo localiza-se na cidade de Santa Maria da Feira, a cerca de trinta quilómetros do Porto. É um dos castelos mais vivos, melhor preservados e mais imponentes de todo o país. As suas muralhas robustas e a sua torre de menagem remetem-nos para uma atmosfera medieval que fazem com que pareça saltar das páginas da história.

A sua história começa no século X, com uma primeira fortificação de madeira. No século XI, foi reconstruído em pedra. A sua forma quase quadrada e as suas torres foram sendo reforçadas ao longo dos séculos, especialmente entre os séculos XII e XV. O Castelo de Santa Maria da Feira é uma obra emblemática da arquitetura militar portuguesa que reflete a diversidade dos meios de defesa utilizados em toda a época medieval, bem como as grandes inovações defensivas de épocas posteriores. Identificado como sede administrativa e militar de uma vasta região que outrora se designava por Terra de Santa Maria, posteriormente convertido em Condado da Feira, por D. Afonso V.

A sua importância na história da fundação de Portugal é incontornável. Para além da sua importância militar, o castelo foi fundamental para a vitória de São Mamede, em 1128, quando o alcaide deste castelo, Pêro Gonçalves de Marnel, tomou o partido de D. Afonso Henriques contra D. Teresa e o conde de Trava – a batalha que lançou as bases do reino de Portugal.

O objetivo do castelo era defender a região e controlar as vias de acesso entre o norte e o centro do país. Foi também residência de nobres e centro de poder local, com uma importância estratégica na defesa do condado Portucalense.

Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o castelo está excelentemente conservado e é um dos poucos em Portugal que mantém viva a sua vida medieval, sendo palco de um dos mais importantes eventos medievais da Península Ibérica: a Viagem Medieval em Terra de Santa Maria, que transforma a cidade numa aldeia do século XII. Há castelos que não são apenas museus, mantêm-se vivos – o Castelo de Santa Maria da Feira é um deles.


Como chegar ao Castelo de Santa Maria da Feira

Chegue a Santa Maria da Feira pela A1 (saída 18) ou da N223 vindo do litoral a sul de Esmoriz ou do interior da região de São João da Madeira. Santa Maria da Feira é também acessível de comboio pela Linha do Vouga. O castelo fica no centro histórico da cidade, com estacionamento gratuito nas imediações. A entrada no Castelo custa 3,00€ e o seu horário é de terça a sexta das 10h00 às 18h00, sábados e domingos das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. A última entrada faz-se 30 minutos antes da hora de encerramento do castelo.



Castelo de Penedono
Castelo de Penedono

Castelo de Penedono

O Castelo de Penedono vigia a Beira Alta com a sua silhueta distinta, como um guardião quieto. A sua pedra escura contrasta com o céu e com as casas da vila que se agrupam à sua sombra. Quando chegamos a Penedono percebemos rapidamente que os melhores castelos não são os maiores, são os que têm mais histórias para nos contar.

O Castelo de Penedono, também referido como Castelo do Magriço, é um dos castelos mais singulares e esteticamente mais fascinantes do país – pequeno em dimensão, mas enorme em elegância e em significado histórico. Trata-se de um monumento militar de estilo românico-gótico, com perfil arquitectónico de feição quinhentista, de planta hexagonal irregular.

Penedono é, certamente, um dos mais antigos povoados portugueses, mesmo anterior à formação do próprio país, e a sua história confunde-se com os primórdios da nação. Em 960, Rodrigo Tedoniz efetuou a doação do Castelo de Penedono a um mosteiro de Guimarães. D. Sancho I incentivou o repovoamento das terras de Penedono através de Foral (1195), ao mesmo tempo que determinava a reconstrução das suas defesas. Mas é a lenda do Magriço que verdadeiramente imortalizou este castelo: ali terá nascido o célebre Álvaro Gonçalves Coutinho, o Magriço, um dos Doze de Inglaterra glorificado e eternizado por Camões nos Lusíadas (Canto VI). Um cavaleiro que atravessou o continente até terras inglesas para defender a honra de doze damas ofendidas – uma das mais belas histórias de cavalaria que a nossa língua guarda.

Erguido no século XII, durante o reinado de D. Afonso Henriques, serviu defender a região fronteiriça, controlar as vias de circulação e proteger a vila de Penedono. Era um ponto estratégico na defesa do interior do país e parte da rede de fortificações que protegiam as fronteiras do reino contra invasões mouras e castelhanas. Foi posteriormente reforçado, no século XIV, por ordem de D. Fernando.

O castelo encontra-se bem conservado, mantendo a sua rusticidade e sobriedade. É possível subir às muralhas e olhar para a vila, para a serra e para a vastidão da Beira Alta. Penedono é daqueles lugares que recompensam quem se dá ao trabalho de os procurar – e o castelo, pequeno mas altivo, não decepciona. Há castelos que impressionam pela escala, Penedono impressiona pela alma. Podes ler mais sobre a vila de Penedono aqui.


Como chegar ao Castelo de Penedono

Penedono é uma vila do distrito de Viseu, situada perto dos limites da Beira Alta e já bem perto da região do Douro Vinhateiro. O Castelo de Penedono localiza-se no centro histórico da vila. Pode-se chegar a Penedono através da N331 e da N229. A vila fica a cerca de 60 quilómetros de Viseu e a 70 da Guarda. O Castelo de Penedono tem entrada gratuita e pode ser visitado de segunda a sexta das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. Sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 18h00. Nos meses de Julho e Agosto, encerra às 19h00.

Podes ler mais sobre a história e o que visitar em Penedono aqui.



Castelo de Montemor-o-Velho
Castelo de Montemor-o-Velho

Castelo de Montemor-o-Velho

O Castelo de Montemor-o-Velho ergue-se em posição dominante sobre a vila, a sua silhueta recortada contra o céu destaca-se na paisagem plana do vale do Mondego. Dista cerca de 15 quilómetros da Figueira da Foz e a pouco mais de 20 de Coimbra.

O imponente Castelo de Montemor-o-Velho, a maior fortificação do Mondego e uma das mais belas do país, está cercado pelos extensos arrozais que lhe dão um tom ora azulado, ora verdejante, outras vezes amarelecido. É uma visão de rara beleza, especialmente quando observada de longe, com o castelo a emergir da planície como um gigante de pedra vigiando o rio e os campos.

A primitiva ocupação humana remonta à pré-história, seguida por Romanos, Visigodos e Muçulmanos. As primeiras referências ao castelo datam do século IX, com a conquista por Ramiro I das Astúrias, em 848, com alternância de posse entre cristãos e muçulmanos até ao século XI. O castelo foi sendo reforçado e ampliado ao longo dos séculos, especialmente entre os séculos XII e XIV, durante a consolidação do reino. No interior das suas muralhas e nas suas pedras ficou gravada, para sempre, uma das decisões mais cruéis da nossa história e um dos segredos mais trágicos da história de Portugal: foi aqui que, em 1355, o rei D. Afonso IV e os seus conselheiros se reuniram para decidir o destino de Inês de Castro – a decisão que culminaria no assassínio da amada do Infante D. Pedro, numa das histórias de amor mais arrebatadoras da nossa literatura.

O Castelo de Montemor-o-Velho foi um ponto estratégico na defesa da linha fronteiriça do baixo Mondego, em particular da região de Coimbra. O objetivo do Castelo era defender a região de Coimbra, controlar as vias de acesso ao interior e proteger o território contra invasões. Foi também centro de poder local e residência de nobres.

Hoje, o castelo está parcialmente em ruínas, mas conserva o suficiente para que se possa percorrer as suas muralhas, visitar a torre de menagem, a igreja de Santa Maria da Alcáçova e sentir a grandiosidade do conjunto. Entre arrozais e o murmúrio do Mondego, que continua a correr lá em baixo, indiferente ao passar do tempo, o Castelo de Montemor-o-Velho guarda séculos de história nas suas pedras e toda a melancolia de uma decisão que o tempo não perdoou. Podes ler mais sobre Montemor-o-Velho aqui.


Como chegar ao Castelo de Montemor-o-Velho

Existem duas entradas no castelo. Pode subir ao castelo de carro, deixando-o no estacionamento fora da muralha e entrar pela Porta da Peste. Se preferir, pode usar as escadas rolantes que ligam a zona central da vila ao castelo. Pode chegar a Montemor-o-Velho pela A14 que liga a região de Coimbra à Figueira da Foz ou pelas N111 ou N341. O Castelo de Montemor-o-Velho tem entrada gratuita e pode ser visitado diariamente, entre as 10h00 e as 18h30.



Castelo de Almourol
Castelo de Almourol

Castelo de Almourol, Vila Nova da Barquinha

O Castelo de Almourol localiza-se na freguesia de Praia do Ribatejo, no município de Vila Nova da Barquinha, no coração do Ribatejo, num dos cenários mais pitorescos de Portugal.

Erguido numa pequena ilha no meio do rio Tejo, é provavelmente o castelo mais romântico e fotogénico de Portugal – uma fortaleza medieval que parece flutuar sobre as águas, rodeada pela natureza exuberante das margens do grande rio.

O Castelo de Almourol constituiu um dos exemplos mais representativos da arquitetura militar da época, evocando simultaneamente os primórdios do reino de Portugal e a Ordem dos Templários.

A sua construção foi feita sobre ruínas de uma antiga fortificação romana e possivelmente visigótica e quando Almourol foi conquistado por D. Afonso Henriques, em 1129, o castelo já existia sob o nome de Almorolan, que significa “pedra grande”. O mesmo foi incluído nas terras entregues à guarda dos Templários, sob as ordens de Gualdim Pais. Foi com função militar e com características das fortificações templárias que o Castelo de Almourol foi reconstruído, em 1171.

Era do alto do castelo que se defendia o reino de Portugal, sendo o Tejo uma importante fronteira e via de comunicação. O Castelo de Almourol defendia o vale do Tejo, controlava a navegação no rio e protegia o território contra as invasões mouras. Juntamente com os castelos de Tomar, do Zêzere e da Cardiga, formava a linha defensiva do rio Tejo.

Com a extinção da Ordem do Templo, o castelo de Almourol passou a integrar o património da Ordem de Cristo, que foi a sua sucessora em Portugal. Classificado como Monumento Nacional desde 1910, foi até usado como residência oficial da República Portuguesa durante o Estado Novo.

Almourol é também um castelo de lendas. A mais conhecida conta a história de Miralta, filha do governador mouro, que se apaixonou por Manfredo, um cavaleiro cristão feito prisioneiro pelo seu pai. Um amor impossível, separado pela guerra e pela religião. Manfredo fugiu, mas nunca regressou. Miralta ficou sozinha no castelo, olhando o rio, à espera de um regresso que nunca aconteceu. Diz a lenda que nas noites de lua cheia, quando o nevoeiro cobre o Tejo e o castelo parece flutuar entre a água e o céu, ainda se ouve o seu choro ecoar pelas muralhas. Uma história de amor tão antiga quanto as pedras que a guardam.

Hoje, o castelo está bem conservado e mantém a sua essência medieval. É possível entrar no pátio interno, subir às muralhas e admirar o rio e a natureza que rodeia o ilhéu. O acesso é feito por barco, uma travessia curta mas carregada de simbolismo que faz parte da experiência. Podes ler mais sobre o Castelo de Almourol aqui.


Como chegar ao Castelo de Almourol

A partir de A23 (saída 5 ou 6) e pela N3 a partir de Constância ou do Entroncamento. O castelo foi edificado numa ilhota banhada pelo rio Tejo, e não há ponte para chegar até ele, sendo a travessia feita de barco. O acesso à ilhota faz-se do Cais de Almourol (em frente ao castelo) ou do Cais D'El Rei, em Tancos, com um passeio fluvial e acesso ao castelo em embarcação de recreio com capacidade para 50 pessoas, com marcação prévia.

O bilhete custa 4,00€ por pessoa e inclui entrada no Centro de Interpretação Templário de Almourol (em Vila Nova da Barquinha). O horário é das 9h30 às 13h00 e das 14h30 às 18h30, sendo a última entrada/travessia: 40 minutos antes do horário de encerramento do castelo. Devido à localização do Castelo de Almourol, as visitas estão dependentes das condições climatéricas, podendo ser interrompidas a qualquer momento sempre que não se verifiquem as condições de segurança necessárias.



Castelo dos Mouros
Castelo dos Mouros

Castelo dos Mouros, Sintra

O Castelo dos Mouros localiza-se na vila de Sintra, a cerca de trinta quilómetros de Lisboa. Empoleirado numa das cumeadas mais emblemáticas da Serra de Sintra é um dos monumentos mais surpreendentes do nosso país – não pela sua grandiosidade, mas pelo impacto da sua presença, serpenteando entre penedos e pinheiros como uma enorme criatura de granito que recusa desaparecer entre a floresta densa e o nevoeiro que tantas vezes cobre a serra. As suas muralhas abraçam a serra com os seus blocos graníticos, e o seu caminho da ronda permite vislumbrar uma paisagem única sobre a vila, o Palácio da Pena e, mais ao longe, o contraste entre o verde da serra e o azul do mar.

A sua história começa muito antes de Portugal ser Portugal. As primeiras fortificações neste local são atribuídas aos Sarracenos, entre os séculos VIII e IX, embora já existissem ocupações anteriores. O Castelo dos Mouros é uma fortificação fundada no século X, época da ocupação muçulmana da Península Ibérica. Integrando os domínios da taifa de Badajoz, passou por mãos islâmicas e cristãs ao longo de décadas, até que, em 1147, o castelo se entregou voluntária e definitivamente a D. Afonso Henriques, após a conquista de Lisboa. Seguindo a conquista, as defesas do castelo foram confiadas aos Cavaleiros Templários. No século XIX, foi D. Fernando II – o mesmo monarca que mandou construir o fabuloso Palácio da Pena no cume vizinho – quem salvou o castelo de um avançado estado de ruína, promovendo obras de restauro ao gosto romântico da época e transformando-o numa atração singular.

O objetivo principal do castelo era estratégico e defensivo: dominar a região de Sintra, vigiar a costa e proteger as vias de acesso a Lisboa. As suas muralhas permitiam controlar não só a serra, mas também os movimentos de inimigos na região.

Hoje, o castelo encontra-se bem conservado, graças a intervenções de restauro ao longo dos séculos XIX e XX. É possível percorrer as suas muralhas, sentir o vento nas pedras antigas, sentir a serra, olhar para a vila e, em dias claros, até ver o mar. O Castelo dos Mouros é um dos monumentos mais icónicos de Sintra e é Património Mundial da UNESCO – e percebe-se porquê assim que se chega ao alto das muralhas e o mundo se abre a perder de vista.


Como chegar ao Castelo dos Mouros

O trânsito automóvel na vila de Sintra é caótico e, pelo que julgo saber, o acesso de carro particular ao Castelo não é permitido, recomendando-se a utilização dos percursos pedestres ou de transportes públicos, disponíveis a partir da estação de comboios, do centro histórico ou dos vários parques de estacionamento periféricos da vila de Sintra. De comboio, a ligação Lisboa-Sintra (linha de Sintra, com partidas do Rossio e de Entrecampos) demora cerca de quarenta minutos. A partir da estação de Sintra, o autocarro 434 faz o chamado “Circuito da Pena”, passando pelo centro histórico, pelo Castelo dos Mouros e pelo Palácio da Pena. Para os mais aventureiros, é sempre possível subir a pé pelos trilhos sinalizados a partir do centro histórico – uma caminhada exigente, mas muito recompensadora.

O bilhete de entrada no Castelo custa 12 euros e o horário é das 9h30 às 18h00, com a última entrada às 17h30. Vale a pena a compra antecipada online para evitar filas.



Castelo de Marvão
Castelo de Marvão

Castelo de Marvão

O Castelo de Marvão parece ter crescido da própria rocha, como se a montanha tivesse decidido construir o seu próprio castelo. Localiza-se a 843 metros acima do nível do mar, num dos pontos mais altos da Serra de São Mamede, e a sua posição no topo da serra é simultaneamente impressionante e silenciosa.

O Castelo de Marvão é uma fortaleza medieval situada na vila de Marvão, no distrito de Portalegre. O castelo surge em posição dominante e estratégica sobre a linha da raia, controlando a passagem do rio Sever.

A sua história começa no período muçulmano, com a construção de uma primeira fortificação entre os séculos IX e X. O castelo foi posteriormente reforçado no século XII, durante a Reconquista cristã, e nos séculos seguintes. Marvão deve o seu nome a Ibn Marwan, figura do Islão peninsular que, nos finais do século IX, aqui se fortificou em discórdia face ao califa de Córdova. Com foral concedido em 1226 por D. Sancho II, Marvão foi novamente palco de combates na Crise de 1383-85 e na guerra da Restauração da Independência (1641-48), após a qual a fortificação medieval foi reabilitada, foram construídos os baluartes, e o Castelo de Marvão foi transformado na sua cidadela. O castelo chegou a ser considerado a praça-forte “mais inconquistável de todo o reino” – uma reputação que as suas muralhas concêntricas e a sua posição sobranceira sobre a raia ajudam a compreender.

O Castelo de Marvão era um ponto estratégico na defesa do extremo norte do Alentejo. O seu objetivo era defender a fronteira com Castela, controlar a região e proteger a vila de Marvão.

O castelo está muito bem conservado e integra-se perfeitamente na vila de Marvão, uma das Aldeias Históricas de Portugal. É possível percorrer as muralhas, olhar para a serra, para a planície e, em dias claros, até para a Espanha. A vila mantém o seu carácter autêntico, com casas de xisto e granito, ruas estreitas e uma atmosfera que parece transportar para outra época.

Do alto do Castelo de Marvão, como José Saramago um dia disse, vê-se a terra toda. Quem sobe à Torre de Menagem percebe porque: a vista estende-se de Espanha à Serra da Estrela, passando pela imensidão da planície alentejana, uma panorâmica de 360 graus que não se esquece. Marvão não é um destino, é uma experiência. Quem lá chega percebe que há lugares em Portugal que existem fora do tempo e onde queremos sempre regressar. Podes ler mais sobre Marvão aqui.


Como chegar ao Castelo de Marvão

Chega-se ao Castelo de Marvão fazendo a N246-1 que liga Castelo de Vide à fronteira com Espanha e, depois, na localidade da Portagem, pela N359. O acesso à vila é bastante simples e é obrigatório deixar o carro no parque de estacionamento disponível do lado de fora da muralha. Em Marvão, tudo se faz a pé. A entrada no Castelo tem um custo de 1,50 euros e o horário é das 9h00-21h00, durante o Verão, e das 10h00-19h00, no Inverno.



Castelo de Monsaraz
Castelo de Monsaraz

Castelo de Monsaraz

O Castelo de Monsaraz ergue-se, imponente, no topo de uma colina sobre a planície alentejana com vista para a albufeira do Alqueva. Aqui, parece que o tempo parou e que a história continua a ser escrita nas suas paredes. Com o Alentejo a perder de vista e o espelho do Alqueva ao fundo, percebe-se porque razão este lugar resistiu a tudo.

A sua história começa no período pré-romano, com a ocupação humana do local. O Castelo, como o conhecemos, foi construído no século XII, durante o reinado de D. Sancho I e, posteriormente, reforçado nos séculos seguintes. Durante séculos serviu como posto de vigilância sobre o Guadiana, de onde se podia observar a fronteira com Castela.

Monsaraz foi conquistada aos muçulmanos por Geraldo Sem Pavor, em 1167. Após a derrota sofrida em Badajoz, D. Afonso Henriques volta a perder controlo de Monsaraz para os mouros. Contudo, em 1232, D. Sancho II recupera de vez Monsaraz com o apoio e auxílio dos Templários, a quem acaba por doar a vila alentejana. As obras do castelo têm início após a Reconquista Cristã e prolongam-se por vários reinados. Visando incrementar o povoamento e a sua defesa, o rei D. Afonso III começa a erguer a nova alcáçova e as cinco torres quadrangulares que a compõem. No reinado seguinte, sob a égide do rei D. Dinis, procede-se à construção da Torre de Menagem e quase toda a barbacã exterior.

O objetivo do castelo era defender a fronteira com Castela, controlar a região e proteger a vila de Monsaraz. Era um ponto estratégico na defesa do Alentejo. Hoje, o castelo está muito bem conservado e integra-se perfeitamente na vila de Monsaraz, uma das Aldeias Históricas de Portugal. É possível percorrer as muralhas, olhar para o lago de Alqueva e sentir a paz do Alentejo. A vila mantém o seu carácter autêntico, com casas brancas, ruas estreitas e uma atmosfera que nos transporta para outra época.

Monsaraz é muito mais do que um castelo. É uma vila medieval inteiramente preservada, onde o tempo parece ter parado há sete séculos. As muralhas que circundam a vila guardam uma povoação acolhedora, onde a luz acaricia as pitorescas e tradicionais casas das hospitaleiras gentes desta terra. Em 2017, foi distinguida nas 7 Maravilhas de Portugal na categoria de Aldeias Monumento.

Do alto das suas muralhas, a vista sobre a imensidão do lago do Alqueva – o maior lago artificial da Europa – é de cortar a respiração. Lá em baixo, o Alentejo estende-se, vasto e silencioso a perder-se no horizonte e o Castelo de Monsaraz continua pedra sobre pedra a velar por tudo. Podes ler mais sobre Monsaraz aqui.


Como chegar ao Castelo de Monsaraz

Monsaraz fica no Alentejo, a 15 km da cidade de Reguengos de Monsaraz e cerca de 50 de Évora. A fronteira com a Espanha fica a menos de 4 km. A vila dispõe de um amplo parque de estacionamento junto às muralhas, a partir do qual se entra a pé na aldeia histórica. A entrada no castelo é livre.


 
 
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