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Venha descobrir Portugal comigo!

  • Foto do escritor: João Pais
    João Pais
  • 16 de jul. de 2024
  • 3 min de leitura

Fraga da Pena
Fraga da Pena

Alguns dos melhores destinos estão “perdidos” nas montanhas do interior do país. É lá que estão (bem) guardados os maiores segredos. Hoje, trago um desses segredos bem preservado em plena serra do Açor. Um pequeno tesouro que esconde uma das mais belas cascatas de Portugal.

Um cenário idílico em plena zona protegida, onde a vegetação, os sons e os aromas da montanha nos envolvem e nos fazem sentir mais leves e em profunda harmonia com a Natureza. Vamos conhecer um pequeno paraíso no concelho de Arganil.


A Fraga da Pena tem uma envolvente natural de grande beleza
A Fraga da Pena tem uma envolvente natural de grande beleza

Inserida nona zona com muitos atractivos que justificam uma visita demorada, a Fraga da Pena é, por si só, um excelente chamariz a esta magnífica região. Localizada bem no centro de Portugal continental, na Região de Coimbra (NUTS III), na província da Beira Litoral, a Fraga da Pena dista poucos quilómetros da bonita aldeia de Benfeita.

A Fraga da Pena está inserida na Área Protegida da Serra do Açor, em plena Mata da Margaraça – uma importante reserva biogenética, considerada como o último reduto de vegetação original do centro do país. Este é um local de rara beleza, frescura e de grande biodiversidade. Um local privilegiado para o contacto com a Natureza.

Zona de piqueniques na Fraga da Pena
Zona de piqueniques na Fraga da Pena

Grande parte das Cascatas de Portugal encontram-se em local de difícil acesso ou que implicam alguma caminhada (por vezes longa). A Cascata da Fraga da Pena fica a poucos metros da estrada (EM518). São cerca de 200 metros a distância que nos separa da pequena zona de estacionamento até à Cascata. É uma pequena caminhada de cinco minutos por um empedrado em xisto (que molhado pode tornar-se bastante escorregadio), onde para além da Cascata da Fraga da Pena vai encontrar mesas para um piquenique e alguns velhos moinhos, numa envolvente natural e cénica de grande beleza e frescura com castanheiros, carvalhos e medronheiros. Este é um local idílico onde se encontra uma das mais espectaculares cascatas de Portugal.


Cascata da Fraga da Pena
Cascata da Fraga da Pena

A Cascata da Fraga da Pena tem cerca de 20 metros de altura, uma maravilha natural e (ainda) intocável pelo Homem. Aqui impera uma enorme serenidade e paz. Um local propício para o relaxamento e meditação. Aqui, o silêncio só é interrompido pelo alegre chilrear dos pássaros e pelo som da água. Um paraíso!

A Cascata, com cerca de 20 metros de altura, forma uma pequena lagoa com água límpida e cristalina onde é possível possível tomar um banho refrescante (a água é bastante fria já que o local é muito abrigado do sol).

A água da Cascata provém da Barroca das Degraínhas que desce serra abaixo e, aqui, encontra um acidente geológico originando um conjunto de sucessivas quedas de água.


O acesso a este paraíso faz-se pelo lado esquerdo da Cascata maior
O acesso a este paraíso faz-se pelo lado esquerdo da Cascata maior

Mas não se deixe ficar pela principal (e maior) Cascata. Do lado esquerdo da Cascata, depois de atravessar a pequena ponte de madeira, há uma escadaria (bastante íngreme) que nos leva a um pequeno trilho. Seguindo esse trilho (sempre pela direita) vai encontrar mais umas piscinas naturais e pequenas cascatas onde também pode tomar banho. Eu, particularmente, gostei bastante mais da envolvente natural desta Cascata mais pequena do que da queda de água inicial e maior.


A Fraga da Pena é um local de rara beleza
A Fraga da Pena é um local de rara beleza

Pode aproveitar para fazer o belo trilho circular (cerca de 2,5 quilómetros) desde a Fraga da Pena até à aldeia de Pardieiros (a única localidade dentro da Área Protegida da Serra do Açor), onde pode apreciar todo o esplendor da Natureza e a beleza da Mata da Margaraça. Parte deste trilho coincide com o percurso do PR1 de Arganil - Caminho do Xisto da aldeia de Benfeita (outro local a não perder!), um trilho circular com pouco mais de dez quilómetros.


Coordenadas GPS:

N 40º13.2129’ W 7º56.16432’

40.220215 -7.936072


A "outra" queda de água da Fraga da Pena
A "outra" queda de água da Fraga da Pena
  • Foto do escritor: João Pais
    João Pais
  • 28 de jun. de 2024
  • 4 min de leitura
Passadiços de Vizela

Depois de tanto ter ouvido falar dos Passadiços de Vizela nos últimos meses, Linha de Terra tinha que ir conhecer esta nova atracção turística do Minho. Assim, meti pés ao caminho e tive uma bela surpresa...


Os Passadiços percorrem parte da margem do rio Vizela
Os Passadiços percorrem parte da margem do rio Vizela

Estes Passadiços, inaugurados em Março, fazem parte dum amplo programa ambiental da recuperação do rio Vizela. O programa englobou a despoluição do rio, a limpeza e o aproveitamento das suas margens que foi levado a cabo pela autarquia de Vizela, numa clara aposta na preservação do meio ambiente e no turismo de Natureza.

Estes Passadiços acompanham o curso do rio Vizela e, posteriormente, a ribeira de Sá. O seu percurso leva-nos a atravessar zonas urbanas, rurais e florestais e tem uma extensão de 5,5 quilómetros num trajecto linear entre a cidade de Vizela e uma fantástica cascata, já na freguesia de Santa Eulália.


Passadiços de Vizela, uma aposta da autarquia no turismo de Natureza
Passadiços de Vizela, uma aposta da autarquia no turismo de Natureza

Ao longo da caminhada a paisagem vai mudando, (quase) sempre agradável e com o constante som da água a acompanhar-nos até ao final onde encontramos uma bela queda de água. De referir que ao longo dos Passadiços, que têm iluminação led, foram criadas algumas zonas de sombra, várias áreas de descanso e existem casas de banho (uns paralelepípedos espelhados). Só resta saber se haveria mesmo necessidade da construção de uns passadiços.


Ponte Velha de Vizela
Ponte Velha de Vizela

Os Passadiços de Vizela têm início na margem direita do rio, junto à Ponte Velha, também conhecida popularmente por Ponte Romana. Na realidade, a actual ponte é uma reconstrução medieval que ainda conserva alguns elementos da ponte primitiva, essa sim, seria do período romano. Por aqui passava uma via romana que ligava Braga a Amarante e que passava por Guimarães.

Os Passadiços seguem por detrás do complexo termal - estas águas são conhecidas pelas suas qualidades terapêuticas desde o tempo dos romanos, tendo as primeiras instalações surgido no século XVIII -, passam por baixo da ponte D. Luís I, para desembocar no magnífico Parque das Termas. Depois de se atravessar o Parque das Termas, segue-se pela marginal ribeirinha, um agradável espaço de lazer situado na margem esquerda do rio Vizela. É no final desta marginal ribeirinha que se dá a confluência da ribeira de Sá com o rio Vizela e é aqui que retomamos os passadiços de madeira que, daqui em diante, seguem o leito da ribeira e as suas águas cristalinas. Até aqui fizemos cerca de 1300 metros.


Os Passadiços de Vizela "atravessam" a ponte D. Luís I
Os Passadiços de Vizela "atravessam" a ponte D. Luís I

Daqui para a frente iremos sempre caminhar em passadiços de madeira (com excepção para uma ou outra travessia de arruamentos). Deixámos o percurso urbano destes Passadiços para trás e vamos iniciar a sua “vertente” mais rural. Vamos atravessar terrenos de cultivo, campos e hortas, pomares e até alguns locais com gado. Vamos atravessar uma zona com alguns moinhos antigos que foram sendo construídos nas margens da ribeira e, por fim, entramos numa zona florestal onde se encontra a bonita Cascata de Rompecias, também conhecida por Cascata de Santa Eulália, ou ainda por Quedas de Água de Requeixos.


Os Passadiços de Vizela levam-nos a conhecer a Cascata de Rompecias
Os Passadiços de Vizela levam-nos a conhecer a Cascata de Rompecias

Confesso que parti à descoberta destes Passadiços de Vizela com curiosidade, mas sem grandes informações sobre o que iria ver e sem saber que terminavam numa Cascata… E era precisamente aqui que estava uma agradável e inesperada surpresa à minha espera. É no fim dos Passadiços de Vizela que se encontra a bela Cascata de Rompecias, formada por diversas quedas de água, onde o ribeiro de Sá se precipita de uma altura considerável. O local é fantástico, num enquadramento lindíssimo, digno de uma pintura. Vai querer ficar aqui um bom bocado a contemplar esta beleza cénica antes de regressar à cidade de Vizela.

A Cascata de Rompecias era, talvez, um dos segredos mais bem guardado pelos vizelenses amantes da Natureza que, agora, com os Passadiços, viram o seu segredo revelado e ao acesso facilitado de todos. Resta esperar que todos nós nos saibamos comportar, cuidar da Natureza, não deixar lixo e não saturar o local com a massificação de visitantes nesta moda infernal em que se tornou a construção de passadiços um pouco por todo o país.

Para quem não quiser fazer todo o percurso dos Passadiços de Vizela (11 quilómetros ida e volta) e queira conhecer a Cascata, pode deixar o carro cerca de 500 metros abaixo da igreja de Santa Eulália (na Rua de Vila Pouca) onde os Passadiços cruzam a estrada, e tem pouco mais de mil metros de Passadiços para percorrer até à bonita Cascata de Rompecias.

Os Passadiços de Vizela e o ribeiro de Sá
Os Passadiços de Vizela e o ribeiro de Sá

Ao longo do trajecto destes Passadiços de Vizela existem algumas zonas bastante expostas ao sol, o que poderá dificultar a progressão em dias de maior calor. Convém usar protector solar e levar bastante água já que depois que deixamos a marginal ribeirinha não existe qualquer local para adquirir ou abastecer de água (a não ser nas casas de banho).

Estes Passadiços de Vizela, permitem-nos “esticar as pernas” ao longo de quase seis quilómetros, em bonitos cenários, sempre com o agradável e melódico som da água como companhia e em harmonia com a Natureza. Percorrer os Passadiços de Vizela é, sem dúvida, um óptimo programa para um dia bem passado que terminará, inevitavelmente, no centro da cidade a provar o Bolinhol, um doce regional tradicional de Vizela. O Bolinhol é uma espécie de pão-de-ló rectangular com uma cobertura de açúcar e que foi eleito (em 2019) uma das “7 Maravilhas Doces de Portugal”.


Passadiços de Vizela
Passadiços de Vizela
  • Foto do escritor: João Pais
    João Pais
  • 19 de jun. de 2024
  • 3 min de leitura
Santuário Nossa Senhora da Abadia, em Amares

Este é mais um daqueles locais de uma beleza incontornável. Um santuário cheio de história, com uma igreja majestosa numa envolvente quase mágica. Ah!... E ainda tem uma queda de água. Vamos conhecer mais um excelente Hot Spot: o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, bem perto de Santa Maria do Bouro, no concelho de Amares.



O Santuário de Nossa Senhora da Abadia, está situado praticamente nos limites do concelho de Amares com Terras de Bouro e bem perto do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Localizado no sopé do Monte de Santa Isabel (890 metros de altitude), em local isolado, este Santuário tem uma longa história e é considerado por muitos o mais antigo santuário mariano.

O recinto que compõe o Santuário é composto pela majestosa igreja, um cruzeiro, edifícios de apoio aos peregrinos, um museu, parque de merendas e pelas capelas da via-sacra. Todo o espaço está envolto numa paisagem fantástica, entre enormes plátanos onde impera o silêncio que só é quebrado pelo alegre chilrear dos pássaros e pelo som do correr da água da ribeira que por ali passa e pela bela queda de água.


Igreja de Nossa Senhora da Abadia
Igreja de Nossa Senhora da Abadia

Desde logo somos impressionados pela grandiosidade do templo. Uma igreja grande, com duas torres sineiras e, entre as quais, existe uma varanda com um pequeno altar, decorada com azulejos e tecto pintado. Se a imponência exterior do templo deixa o visitante menos prevenido boquiaberto, o seu interior deslumbra pela grandiosidade das usas três naves separadas por fiadas de arcos assentes em colunas e pela grandiosidade da sua decoração, principalmente do seu altar principal, pela beleza da sua talha e das suas imagens. O templo apresenta ainda um órgão dos finais do século XVIII.


Interior da Igreja de Nossa Senhora da Abadia

A igreja actual, de estilo barroco, é uma construção do século XVII mas, segundo consta, o Santuário ter origens bem remotas. O Santuário de Nossa Senhora da Abadia terá sido erguido no local onde terá existido um antigo mosteiro, o Mosteiro das Montanhas, um dos primeiros marcos cristãos na Península Ibérica. Desse antigo Mosteiro não restam quaisquer vestígios.

O Santuário está envolto numa lenda que fala numa antiga abadia que guardava uma imagem da Senhora. Aquando das invasões mouras, no século VII, a imagem teve que ser escondida. Após a Reconquista, dois ermitas (Frei Lourenço e Paio Amado), recolhidos por estes lados, terão avistado uma luz no meio do denso arvoredo, tendo encontrado uma gruta e, lá dentro, a imagem da Senhora. Em hora à Senhora foi erguida uma ermida junto a essa gruta.

Interior da Igreja de Nossa Senhora da Abadia
Interior da Igreja de Nossa Senhora da Abadia

Essa ermida terá dado origem à actual igreja. Pouco se sabe acerca da veracidade destes factos, mas a verdade é que no Santuário existe uma gruta onde, segundo dizem, terá aparecido a imagem…

Fora da igreja estende-se um amplo e agradável terreiro onde de ambos os lados se distribuem os quartéis (século XVIII) que serviam para a pernoita dos peregrinos que aqui se deslocavam, e que hoje albergam a casa das ofertas e o Museu de Arte Sacra e Etnográfico da Confraria de Nossa Senhora da Abadia. Em frente à igreja ergue-se um bonito cruzeiro com a imagem de Cristo crucificado, também ele do século XVIII.

Num dos acessos ao Santuário existe uma via-sacra formada por 15 pequenas capelas, construídas entre os anos de 1725 e de 1800. A via-sacra contempla sete capelas quadrangulares representativas da vida de Cristo e oito, hexagonais, dedicadas à Virgem.


Queda de água de Nossa Senhora da Abadia
Queda de água de Nossa Senhora da Abadia
Queda de água no rio Nava
Queda de água no rio Nava

Nas imediações da igreja, para além da gruta onde terá aparecido a imagem, ainda podemos encontrar uma velha ponte medieval, um frondoso bosque com um parque de merendas e a Cascata de Nossa Senhora da Abadia, onde as águas do rio Nava, também conhecido por ribeira da Abadia, correm serra abaixo, escorregando pelas rochas, formando sucessivas quedas de água. Todo este cenário torna este espaço num local muito aprazível, de grande beleza e de plena comunhão com a Natureza e com o divino.

O rio Nava, também conhecido por ribeira da Abadia, nasce junto à aldeia de Seara, já no concelho de Terras de Bouro, perto do pico Piorneiro, a mais de 900 metros de altitude, e percorre uma extensão de, aproximadamente, sete quilómetros até desaguar no rio Cávado, junto à praia fluvial do Barquinho, em Santa Maria do Bouro (Amares).


Santuário Nossa Senhora da Abadia, em Amares
Santuário Nossa Senhora da Abadia, em Amares

Coordenadas GPS:

N 41º40.50834' W 8º15.49458'

41.675139, -8.258243


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